segunda-feira, 10 de junho de 2013

Resolução do CNJ sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo é questionada

O Partido Social Cristão (PSC) ajuizou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4966, no Supremo Tribunal Federal (STF), na qual questiona a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que obriga cartórios de todo o País a habilitar, celebrar casamento civil ou converter união estável de pessoas do mesmo sexo em casamento. Na ADI, o partido argumenta que, ao editar a Resolução 175, de 14 de maio de 2013, o CNJ invadiu competência constitucional do Poder Legislativo, de discutir e votar a matéria.

"A inovação do CNJ no ordenamento jurídico, ao tratar de uma matéria estranha a sua competência, o que fatalmente extrapola os limites encartados na Constituição da República, indica ofensa ao postulado nuclear da separação dos poderes e de violação ao princípio da reserva constitucional de competência legislativa", argumenta o PSC. Para a legenda, não há qualquer fundamento jurídico capaz de reconhecer como possível que o CNJ possa, mediante a expedição de atos regulamentares, na especificidade das resoluções, substituir-se à vontade geral do Poder Legislativo.

O PSC afirma que no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 132, o Supremo apenas reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo, não se pronunciando sobre o casamento civil, por isso o CNJ estaria inovando e dilatando o objeto da ADPF. O partido enfatiza ainda que há diversos projetos de lei em tramitação na Câmara dos Deputados que tratam do tema.

Desse modo, o partido pede que o STF declare a inconstitucionalidade da Resolução do CNJ 175/2013. O relator da ADI é o ministro Gilmar Mendes.

Inadequação

Questionando a mesma resolução, o PSC impetrou dias atrás o Mandado de Segurança (MS) 32077, distribuído ao ministro Luiz Fux. O relator extinguiu o processo, sem resolução do mérito, por considerar incabível mandado de segurança contra lei em tese.

do site da ed. lex magister

Vara de Família é competente para julgar dissolução de união homoafetiva


Havendo vara privativa para julgamento de processos de família, ela é competente para apreciar pedido de reconhecimento e dissolução de união estável homoafetiva, independentemente das limitações inseridas no Código de Organização e Divisão Judiciária local.
A decisão é da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao julgar recurso em processo no qual o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) afastou a competência da Vara de Família de Madureira em favor do juízo civil.
A Turma concluiu que a vara de família é competente para julgar as causas de dissolução homoafetiva, combinada com partilha de bens, independentemente das normas estaduais. O TJRJ havia decidido que deveria predominar, no caso, a norma de organização judiciária local, que dispunha que a ação tramitasse perante o juízo civil.
Segundo decisão da Turma, a plena equiparação das uniões estáveis homoafetivas às uniões estáveis heteroafetivas trouxe, como consequência para as primeiras, a extensão automática das prerrogativas já outorgadas aos companheiros dentro de uma situação tradicional.
Igualdade
Embora a organização judiciária de cada estado seja afeta ao Judiciário local, a outorga de competências privativas a determinadas varas, conforme a relatora do recurso, ministra Nancy Andrighi, impõe a submissão dessas varas às respectivas vinculações legais construídas em nível federal. Decidir diferentemente traria risco de ofensa à razoabilidade e também ao princípio da igualdade.
"Se a prerrogativa de vara privativa é outorgada ao extrato heterossexual da população brasileira, para a solução de determinadas lides, também o será à fração homossexual, assexual ou transexual, e a todos os demais grupos representativos de minorias de qualquer natureza que tenham similar demanda", sustentou a relatora.

A Turma considerou que a decisão da TJRJ afrontou o artigo 9º da Lei 9.278/96, que dispõe que "toda matéria relativa à união estável é de competência do juízo de família, assegurado o segredo de Justiça".

do site da ed. lex magister

domingo, 2 de junho de 2013

Girl Rising


10x10 is a global action campaign for girls' education, founded by award-winning journalists at The Documentary Group and Paul G. Allen's Vulcan Productions, along with strategic partner, Intel Corporation. Centered by the new feature film, Girl Rising, 10x10 uses the power of storytelling and the leverage of strategic partnerships to deliver a simple, critical truth: Educate Girls and you will Change the World.

Why girls
Educated girls dramatically improve the well-being of their families, their communities, and their countries - multiplying the impact on society. Educating girls will..

reduce poverty
reduce child mortality
reduce population growth
reduce HIV infection rates
change the conditions that lead to terrorism
reduce corruption

a new paradigm

10x10 is creating a new paradigm in social-issue filmmaking by bringing together production and advocacy right from the get-go. 10x10 partners with forward-thinking nonprofits, celebrities, policy leaders, corporations and concerned citizens like you to build a global movement to demand equal opportunity for girls.


The film


Girl Rising is a groundbreaking film, directed by Academy Award nominee Richard Robbins, which tells the stories of 9 extraordinary girls from 9 countries, written by 9 celebrated writers and narrated by 9 renowned actresses.

goal 1

Big change starts small. The first step toward success is simple: pass it on. We know that educating girls will change the world. The more people who share that message - through social networks, at the dinner table, in boardrooms, in rural villages - the more support we build. By spreading the word, 10x10 is changing minds.

goal 2


10x10 partners with the pros in the field - organizations with proven track records of educating girls. By telling stories of their work and directing donations to their programs that help girls get into and stay in school, 10x10 is changing lives.

goal 3


10x10 partners with policy leaders to influence governments and global institutions. Laws that ensure every girl has an equal opportunity to reach her full potential must be enacted - and enforced. By keeping up the pressure, 10x10 can help change policy

Prove it


The evidence is overwhelming - educating girls dramatically improves the well-being of their families, communities and countries. Learn more by diving deeper with these excellent resources from our friends at the Coalition for Adolescent Girls, the Population Council, the Girl Effect, and the Global Campaign for Education.

AWatch the Girl Rise Trailer