segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Educação - O Leitor Real e o Leitor Ideal

ESTUDOS DE TEXTOS: IMPLICAÇÕES E RENOVAÇÕES
NAS QUESTÕES DE INTERPRETAÇÃO
Maria Teresa Tedesco Vilardo Abreu
UERJ
Professora Adjunta de língua portuguesa da Universidade do Estado do Rio de
Janeiro. Doutora em Lingüística. Professora permanente do Curso de
Especialização. Professora Coordenadora da Especialização no ano de 2006.

RESUMO
Este artigo tem como objetivo discutir as propostas de leitura e de produção textual em alguns livros didáticos dirigidos ao ensino fundamental. Toma como base teórica a construção do leitor ideal e do leitor real, segundo as propostas de Fillmore e Kay. A análise a que nos propomos revela que a metodologia presente no material didático para o ensino da leitura e da escrita é insuficiente para a construção de um leitor proficiente porque prioriza, apenas, o ensino prescritivo, não permitindo que o sujeito atinja os níveis de inferências mais complexos que promoveriam o Leitor Ideal.

INTRODUÇÃO
Este trabalho apresenta algumas discussões teóricas e resultados obtidos a partir de pesquisa por mim realizada na UERJ, sobre a produção de textos de alunos do ensino fundamental, procurando-se determinar quais as causas das dificuldades dos alunos na produção de textos, considerando-se o binômio leitura-escrita. Discute-se de que forma as questões de interpretação contribuem para a formação do leitor ideal, levando os alunos a atingir estágios mais abstratos de leitura, verificando de que maneira tais questões interpretativas contribuem para o desenvolvimento de inferências textuais e de que forma a escola pode formar este leitor ideal.
Para tanto, foram analisados 40 livros didáticos utilizados em aulas de Língua Portuguesa no 1º segmento do Ensino Fundamental, investigando-se como está articulada a questão da produção oral, de um lado e a produção textual, no que concerne à seleção de textos e como estão sendo
articulados fatores tais como: conhecimento de mundo, inferências e informatividade com o processo de leitura e escrita.
Este trabalho está baseado em duas linhas teóricas, a saber: a pesquisa realizada por FILLMORE & KAY (1983) a respeito da caracterização de um leitor ideal e leitores reais e os pressupostos teóricos da Lingüística Textual KOCH (1990), no que concerne a fatores de coerência textual.

II – FALANDO UM POUCO DE TEORIA – O IDEAL NO LEITOR DE TEXTOS
Charles FILLMORE (1983) apresenta diferenças entre leitores ideais e leitores reais, analisando como jovens leitores constroem o entendimento de leitura de textos e como estes podem contribuir para que sejam encontradas as melhores respostas para questões interpretativas.
...


(para continuar a leitura do artigo clique no título e digite a página 378)

4 comentários:

Elisiane Vitorio Ramos disse...

Quando a adolescente de 15 anos não mora nem com o pai e nem com a mãe mora com o namorado,quem tem que dar a pensão, o pai a mãe ou os dois?

Elisiane Vitorio Ramos disse...

Quando a adolescente de 15 anos não mora nem com o pai e nem com a mãe mora com o namorado,quem tem que dar a pensão, o pai a mãe ou os dois?

Elisiane Vitorio Ramos disse...

Quando a adolescente de 15 anos não mora nem com o pai e nem com a mãe mora com o namorado,quem tem que dar a pensão, o pai a mãe ou os dois?

Elisiane Vitorio Ramos disse...

Quando a adolescente de 15 anos não mora nem com o pai e nem com a mãe mora com o namorado,quem tem que dar a pensão, o pai a mãe ou os dois?